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Estudo aponta que dormir mais aos fins de semana reduz risco de depressão

Estudo aponta que dormir mais aos fins de semana reduz pela metade o risco de depressão.

Foto: Getty Images

Quem costuma sentir culpa por desligar o despertador aos finais de semana e dormir um pouco mais pode ficar com a consciência tranquila. Um estudo apontou que passar um pouco mais de tempo na cama no fim de semana pode ajudar a reduzir bastante as chances de depressão.
A pesquisa, feita pela Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, constatou que cochilar um pouco mais aos sábados e domingos diminui o risco pela metade. Depois de analisar cerca de 5.500 pessoas, os pesquisadores concluíram que as pessoas que dormiram algumas horas a mais tinham 48% menos chances de sofrer com esse problema de saúde mental.
Da mesma forma, os resultados – publicados na revista Sleep Medicine – revelaram que aqueles que descansam uma hora a mais no fim de semana reduzem em um terço os riscos de depressão.
No entanto, os pesquisadores constataram que esses benefícios são alcançados apenas se o tempo extra de sono não for superior a algumas horas além do sono normal durante a semana.
Eles descobriram que as pessoas que dormiram mais do que isso acabaram tendo um aumento de 16% no risco de depressão, o que indica que há um ponto certo para essa soneca. 
Dados oficiais mostraram que um quinto dos adultos manifestaram sintomas desse problema de saúde mental durante a pandemia.
De acordo com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), o tempo de sono necessário para a maior parte dos adultos é de 6 a 9 horas por noite.
O NHS também recomenda tentar manter uma rotina regular de sono, indo para a cama e acordando em horários similares todos os dias.
Um estudo anterior concluiu que dormir cinco horas ou menos por noite duplica o risco de desenvolver demência.
Pesquisadores do Hospital Brigham and Women's, em Boston, analisaram os hábitos de sono de 2.812 participantes. Ainda não se sabe a razão exata, mas já foi constatado que a falta de sono pode impedir o cérebro de limpar as toxinas que levam a um declínio das funções cognitivas.